
Espaço BasketCoimbra está de volta!
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Umas palavras sobre o Prof. Lino Gonçalves

Norberto Alves: Sabedoria popular e o treino desportivo

"Com diz a sabedoria popular: “QUEM ESTÁ FORA RACHA LENHA”.
Estando fora do treino desportivo por opção pessoal, APENAS posso desejar sorte e bom trabalho a quem “ESTÁ DENTRO”. Não recomendo ninguém a ninguém, seja ele jogador, treinador ou seja lá o que seja. Quem é bom não precisa de ser recomendado por ninguém (quanto mais por mim), nem sequer incentivado. Deve ser o seu trabalho passado que o recomenda e saber que esse trabalho tem qualidade e vai ter frutos é a sua maior fonte de auto-incentivo. Então, por favor, não digam que os recomendei ou que os incentivo. Não o faço e não o farei. Toda a gente deve respeitar “quem está dentro” e deixá-los trabalhar com tranquilidade, não colocando pedras num caminho que não é o seu. Tal como se deve respeitar quem está fora."
EuroBasket: Portugal defronta hoje (19.00 h) a Lituânia
Académica: Carlos Gonçalves continua como Director Desportivo dos seniores masculinos
A Secção de Basquetebol da AAC acabou de divulgar o seguinte comunicado:
"A Secção de Basquetebol da Associação Académica de Coimbra e Carlos Gonçalves chegaram a acordo para que este se mantenha como Director Desportivo da equipa sénior masculina, cargo que ocupou durante os últimos dois anos.
Embora não tendo estado no arranque da presente época, para a Académica é um motivo de satisfação poder continuar a contar, a partir de hoje, com este experiente dirigente, sem dúvida, uma mais valia para o novo projecto que a Secção de Basquetebol tem em mãos.
Coimbra, 5 de Setembro de 2011
A Secção de Basquetebol da Associação Académica de Coimbra
Mário Castro - Presidente"
Ginásio: Equipas de formação regressam à actividade

As equipas de Formação de Basquetebol do Casino Ginásio regressam aos treinos na próxima segunda-feira, 12, na convicção de que será mantida a qualidade dos últimos três anos, nos quais o Clube conquistou dois títulos de Campeão Nacional (sub-14 e sub-16) e uma vitória na Taça Nacional de sub-18.
O Pavilhão Galamba Marques vai voltar às tardes de grande animação, com a presença de mais de cem jovens dos 6 aos 18 anos, distribuídos por 8 conjuntos – sub-18, sub-16 (2), sub-14, Minis 12 (2), Minis 10 e Minis 8.
Duas destas equipas – sub-14 e sub-16 A – anteciparam no entanto o regresso, efectuando durante esta semana alguns treinos ao ar livre, no recinto polivalente da Misericórdia – Obra da Figueira.
domingo, 4 de setembro de 2011
EuroBasket: Portugal perde com a Inglaterra (85-73)
Acresce ainda uma intoxicação alimentar que atingiu os nossos atletas, em especial António Tavares, Fernando Sousa e José Costa.
Académica participa no I Torneio Cidade Termal de S. Pedro Sul
A Académica vai participar com a sua equipa sénior no I Torneio Cidade Termal de S. Pedro do Sul, nos dias 24 e 25 de Setembro, juntamente com o Barreirense, Guimarães e Ovarense.
EuroBasket: Norberto Alves analisa o que se passou até ao momento
"Hoje é dia de descanso para o grupo de Portugal. Infelizmente, ontem, perdemos com a Polónia. Independentemente dos erros que cometemos em momentos cruciais, na minha opinião mereciam essa vitória face à atitude e desejo de vencer da nossa equipa. Lamento dizê-lo, mas quem critica a atitude dos nossos jogadores em campo e a forma como se apoiam uns aos outros dentro de campo, está a ser incorrecto e pouco objectivo na análise. Todos queríamos a vitória, mas tenho a certeza que mais do que ninguém, os jogadores e responsáveis pela selecção deram tudo para conseguir ganhar. E mereciam.
Olhando para os jogos disputados (tenho a possibilidade de os poder observar a todos), considero que Portugal manteve o bom nível defensivo do 1º jogo e melhorou a sua prestação ofensiva contra a Espanha e contra a Polónia. Parece-me evidente que isso resulta de uma adaptação dos nossos jogadores à intensidade com que se disputam estes jogos.
Quero realçar alguns aspectos ofensivos deste europeu e em que se notam os jogadores portugueses mais adaptados.
- Ataque imediato do defensor directo logo que se cria alguma vantagem (quer através de bloqueios directos e indirectos ou através de corte), aproveitando o ligeiro atraso ou o desenquadramento defensivo do defensor. Esta capacidade de leitura e execução imediata é muito importante para quem ensina/treina o jogo: como vêm ao mais alto nível a célebre regra recebe e enquadra SEMPRE, não é de perto nem de longe observada pelos melhores jogadores quando reconhecem (“lêem”) essa vantagem. De facto, receber a bola e enquadrar com o cesto de forma tradicional (a célebre” tripla ameaça”),permite ao defensor voltar a enquadrar defensivamente entre o atacante e o cesto.
Ou seja, é fundamental ensinar os jogadores a ler o jogo, a reconhecer uma vantagem criada com o trabalho em equipa e aproveitá-la de imediato. Neste sentido, atacar logo na recepção do passe em vantagem, sem enquadramento, penetrando para o cesto de uma forma profunda (com um máximo de 2 dribles atingir a área restritiva) separa os melhores dos outros. Reparem, nos próximos jogos, em Navarro, Kaukenas, Macijauskas ou Deng (só para falar em jogadores do grupo de Portugal).
- Em termos colectivos, também aqui se nota uma maior agressividade ofensiva de Portugal. A sucessão de combinações tácticas para se criarem vantagens é feita a maior velocidade de encadeamento (exemplo: recepção da bola após um bloqueio indirecto e a realização imediata de um bloqueio directo no sentido de aproveitar a tentativa de enquadramento do defensor atrasado).
Nas melhores equipas, esta velocidade de execução das combinações tácticas, associadas a diversidade/variabilidade ofensiva pode ser claramente observada. Mesmo em equipas pouco favoritas esta característica do basquetebol actual pode ser bem identificada. Saliento a execução ofensiva da Finlândia. Hoje, venceram a forte Bósnia assente nessa qualidade de execução colectiva dos seus ataques caracterizados por velocidade de execução, variabilidade de problemas ofensivos colocados e não existência de momentos “mortos” de agressividade ofensiva.
Gostaria ainda de falar um pouco sobre a selecção de Espanha e o seu modelo de jogo. No passado bem recente, com jogadores como Garbajosa e Jimenez, esta selecção jogava num sistema de 4 aberto. Ou seja, face à qualidade e versatilidade dos jogadores da posição 4 (extremo-poste), nomeadamente o seu lançamento exterior, Espanha jogava aquilo que hoje está na moda e que a maior parte das grandes equipas ou selecções utiliza. Com a saída destes jogadores da selecção e a “necessidade” de se jogar com os dois irmãos Gasol ao mesmo tempo (e com Ibaka ou Filipe Reis é o mesmo face ás suas características de jogadores bem interiores), Espanha tem jogado com um sistema de 2 interiores o que parece contrariar a tal moda referida. Alguns defensores dessa forma de jogar (com o 4 exterior) consideram que é por esse facto que Espanha não tem dado sensações de quem pode vir a vencer este europeu. Apesar de me identificar mais com essa forma de jogar mais aberta, e lembro que o seleccionador de Espanha (Sérgio Scariolo) também o é nas equipas de clubes que treinou, não penso que é por isso que os Espanhóis poderão perder - ou vencer - este europeu.
Colocar Pau Gasol a jogar de 4 ao lado do irmão Marc não pode ser a justificação para perder. O problema é colocar Gasol a jogar ao lado de quem não saiba jogar, ou pior ainda, não ter Pau Gasol.
Infelizmente, nós não temos Paus Gasols. Precisamos de energia positiva e trabalho árduo nos próximos anos no sentido de construir novos jogadores que honrem a nossa camisola como estes o têm feito. Precisamos de ideias claras sobre os jogadores que pretendemos construir e que o jogo actual exige. Precisamos de conhecer melhor o jogo actual, as suas características e como se treina esse jogo.
Precisamos de treinadores de formação e competição bem formados e informados que invistam na sua actualização permanente e não na sua condição permanente, assente em pseudoconhecimentos (científicos, práticos, de ex-jogadores, ou seja lá o que forem). Ninguém ensina o que não sabe, e ninguém pode jogar o que não aprendeu.
Em Portugal, muitos bons treinadores, trabalham em más condições: mereciam melhores! Lutem por elas apesar de parecer muitas vezes uma batalha perdida. Alguns maus treinadores (embora eles não o saibam) trabalham em boas condições. Estes últimos têm mais probabilidades de vencer. Que sorte para eles e que azar para o basket: vamos continuar sem conseguir produzir Pau Gasol. Resta-nos a… Gasolina. Que não pára de aumentar.
"
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
EuroBasket: Portugal perde com a Polónia (73-81)


